Viagem Medieval - Santa Maria da Feira

Em Junho de 2007 completaram-se 600 (!) anos que D. João I concedeu aos homens bons da Feira a carta de feira franca.

Foi naquela época que ocorreu em Portugal a maior desvalorização da moeda da nossa história. A inflação sofreu um forte aumento e o rei, para a combater, propôs-se incentivar e desenvolver o comercio, atraindo mercadores através da criação de feiras e de leis favoráveis aos mesteirais e mercadores. Estas feiras tinham uma periodicidade anual (embora também as houvesse semestrais, quinzenais,...) e durante as mesmas era estabelecida a "paz da feira", o que favorecia a segurança e a circulação de bens, feirantes e visitantes. A estas feiras era associado um santo protector - S. Miguel, S. João, S. Martinho... - e que deram depois origem às festas daqueles santos.

Naquele tempo para além de terem ajudado à solidariedade, contribuíram para a formação do sentido de nacionalidade. Era a altura em que os camponeses e artífices aproveitavam para vender os seus produtos e comprar o que lhes fazia falta. Era o ponto de encontro entre pessoas que passavam o ano (ou o semestre) sem se encontrarem, se davam e recebiam notícias e se desenvolviam relações pessoais e comerciais.

As feiras, tendo em vista permitir o fácil acesso das pessoas, bens e gado, localizavam-se muito perto da entrada da povoação (dentro ou fora das muralhas).

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria da Feira, que se realiza anualmente em Agosto (em 2007 foi de 3 a 12) recria, junto ao seu castelo, uma feira medieval, onde não falta o acampamento militar, os guerreiros, os artífices, os pedintes, os saltimbancos... (todos vestidos a rigor). Poderão ainda ver-se jogos, musica medieval, espectáculos de fogo, torneios, malabaristas, etc. Aqui vamos encontrar a reconstituição de um burgo medieval e do que seria a sua feira franca há 500 ... 600 anos.

Em 2007 cumpriu-se a XI edição. Em 2008, entre 1 e 10 de Agosto, irá realizar-se a XII "Viagem medieval".

Durante os dez dias que a "viagem" dura, a cidade revive junto ao seu castelo outros tempos. Ao encanto da época medieval juntam-se outras culturas e outras mentalidades. O tempo é de magia, aqui se ouve o burburinho dos mercadores, dos artesãos e das regateiras da feira, se vê a arrogância dos cavaleiros que mostram a sua audácia em intensos combates, se encontram "saltimbancos", "pedintes", "leprosos" e personagens de há centenas de anos que por aqui vagueiam, invadindo toda a feira de alegria.

NOTA: As fotos que mostro são, na sua maioria, referentes à "Viagem" de 2007. Para "compor" um pouco o conjunto, juntei algumas das "Viagens" de 2005 e 2006.

Viagem Medieval - Santa Maria da Feira

Sun City (Rep. da África do Sul)

A cidade de Sun City foi construída num vale escavado nas montanhas de Pilanesberg. Situa-se a nordeste de Johannesburg demorando-se, a partir daqui, por uma estrada muito boa, cerca de duas horas. À chegada as viaturas são deixadas num grande parque de estacionamento (em Sun City não circulam viaturas particulares) e viaja-se até à cidade numa espécie de metro de superficie.
A cidade, cuja inauguração ocorreu em 7 de Dezembro de 1979, quando a região ainda era um "estado independente" - o batustão Bophuthatswana - foi um projecto do milionário Sol Kerzner e começou a fazer sucesso porque era o único local do país onde os jogos de azar eram legais. Hoje este mega empreendimento ocupa cerca de 250 mil metros quadrados, tem vários hotéis (um deles, de seis estrelas - o Palace of the Lost City - com 338 quartos, é um dos mais elegantes ao sul do equador e tem como sócio Michael Jackson), casinos, cinemas, teatros, restaurantes, night clubs, piscinas com ondas e uma praia artificial com o formato de uma cratera vulcânica. Aqui se podem encontrar todos os dias 24 horas de diversão para toda a família.
Tal como a deslumbrante Las Vegas, Sun City destaca-se no continente por mostrar um contraste excepcional com o que se vê em toda a África.
Sun City é como que uma mistura de Las Vegas com Disneyword no meio da selva africana, lembrando a sua arquitectura um grande cenário de Hollywood.
Para além do jogo (24 horas/dia), pode-se aqui praticar golf (18 buracos, sendo de referir que nas águas que envolvem o 13º buraco existem 38 crocodilos verdadeiros!), natação, windsurf, passeios de balão e para pente, safaris fotográficos, sky aquático, ...

Sun City - Rep. África do Sul

Azulejos - Estação do Pinhão (Alijó)

Na confluência do rio Pinhão com o rio Douro localiza-se a estação do Pinhão que possui um conjunto variado de painéis de azulejos do século XIX, um valiosíssimo museu que mostra os costumes, os transportes (barco rabelo e carro de bois), belíssimas "fotos" das vinhas dourienses, dos socalcos, dos trabalhos, das quintas e aldeias, tudo isto acompanhadas sempre das majestosas e imponentes paisagens do Douro. Os painéis de azulejos desta estação foram feitos pelo pintor ceramista J. Oliveira, ligado à Fábrica Aleluia, sendo esta a sua obra mais conhecida. Vale a pena a visita à estação!
No slide show estão representados todos os painéis da estação, não obstante o brilho ou as sombras em um ou outro, pois pareceu-me interessante mostrá-los todos. Primeiro são mostrados os que estão na frente de rua da estação (apresentados da esquerda para a direita) e depois os das paredes esquerda, frente de linha e direita (apresentados sequencialmente por esta ordem).

Azulejos da Estação do Pinhão