Nepal - Vale de Katmandu - 1987

O recente - 25 Abril de 2015 - sismo no Nepal (... não liguem à data do post) fez-me recordar a visita que fiz àquele país em 1987. Foram alguns dias passados exclusivamente em Katmandu, Patan e Bhaktapur, dias estes que não esqueci. Povo extraordinariamente acolhedor, sorridente, afável e prestável. As fotos que mostro resultaram da digitalização de slides, sendo que muitos deles já perderam parte da intensidade da cor... Como já passaram uns anos e os slides não estavam devidamente organizados, algumas das fotos que mostro não têm legenda, pois não sei onde foram tiradas. Espero que as que legendei estejam correctas...
Depois do sismo desconheço o estado em que ficaram os locais por onde passei...

Nepal - 1987


A minha colecção de imbondeiros

Desde há muito que os imbondeiros me fascinam! Penso ter visto pela primeira vez um imbondeiro ainda não teria 10 anos de idade... Ao longo dos anos fui tirando fotografias e guardando... aqui fica uma selecção entre as centenas que tirei.
Esta árvore, que chega a atingir os 25 metros de altura (excepcionalmente 30m) e o diâmetro de 7m (podendo chegar aos 11m) é também conhecida por baobá, embondeiro, ou calabaceira. Opto por imbondeiro porque foi este o nome que "aprendi" em criança.
Esta árvore majestosa desenvolve-se bem em zonas sazonalmente áridas. São árvores de folhas caducas, que caem durante a época seca e têm duas, por certo entre muitas, particularidades: a sua capacidade de armazenamento de água dentro do tronco (pode chegar aos 120 mil litros!) e a sua madeira não tem anéis, o que torna impossível a confirmação pelos botânicos da idade das árvores que em alguns locais têm fama de ter milhares de anos.
Existem oito espécies diferentes, sendo seis nativas de Madagácar, outra do Continente Africano e Médio Oriente e uma outra da Austrália.
O imbondeiro figura no escudo nacional do Senegal e é a árvore nacional de Madagáscar.

Mosteiros de Bucovina (Roménia)

Entre 1457 e 1504 governou nesta região - Bucovina - o príncipe Estevão III (Stefan cel Mare - Estevão o Grande) famoso em toda a Europa por se ter oposto, com sucesso, ao alargamento do Império Otomano. Travou 46 grandes batalhas e apenas perdeu duas! Para "marcar" a sua primeira vitória, há mais de cinco séculos, mandou construir um grande mosteiro com paredes coloridas por artistas da época. Após a sua segunda vitória mandou construir outro mosteiro e assim foi continuando... por cada vitória um mosteiro! Esta "tradição" foi seguida pelo seu filho e sucessor Petru Rares e por muitos dos seus vassalos. Aquilo que começou por ser um troféu de guerra, transformou-se numa das obras de arte mais impressionantes do mundo, sendo sete destas igrejas consideradas pela UNESCO, desde 1993, como Património Mundial. Da minha visita a Bucovina ficam as fotos de três mosteiros/igrejas - Moldovita (1532 - fundador Petru Rares), Humor (1530 - fundador Toader Bubuiog) e Voronet (1487 - fundador Estevão III) - todos eles Património da Humanidade.

O que mais impressiona nestes mosteiros/igrejas são as pinturas das paredes exteriores que continuam cobertas de magníficos frescos. Considerados obras primas da arte bizantina, estes frescos tinham uma função muito para além da decoração: numa altura em que a maior parte da população era analfabeta, as imagens mostravam (mostram) cenas da Bíblia, da vida de Cristo, retratos dos santos, apóstolos, anjos e demónios e até dos inimigos e cenas de batalhas! Tinham como função transmitir, através das imagens, ensinamentos da religião.


O Mosteiro de Rila (Bulgária)

O Mosteiro de Rila (em búlgaro - рилски манастирo) é um complexo com 8800 m2 (o maior do país em funcionamento) que se situa a quase 120Km de Sófia, a capital da Bulgária, nos montes Rila, a cerca de 1150 metros de altitude.
A ideia da sua criação pertenceu ao eremita São João de Rila (Ivan Rilski) que por aqui viveu, numa caverna, durante o reinado de Pedro I (927-968). Na realidade o mosteiro foi sendo construído pelos seus discípulos que subiam à montanha para com ele estudar.
Os governantes da Bulgária têm sempre respeitado o mosteiro já que o mesmo, desde sempre, foi considerado um centro espiritual e cultural do País e contribuiu para a consciencialização da nacionalidade entre os búlgaros.
Apesar das diversas vicissitudes por que passou (entre outras, foi completamente destruído por incêndios no séc. XIII e no início do séc. XIX), o mosteiro, com doações diversas dos czares búlgaros, de senhores feudais e do povo búlgaro, foi sendo reconstruído (a última grande reconstrução ocorreu entre 1834 e 1862) de tal modo que ainda hoje é um monumento que contribui para a conservação, divulgação e defesa da identidade búlgara, para a difusão da cultura religiosa, sendo, também, um marco a nível arquitectónico, artístico e literário.
Por tudo o que foi dito acima o Mosteiro de Rila é considerado uma das mais importantes obras primas do renascimento da arquitectura búlgara, tendo sido declarado pela UNESCO como Património da Humanidade em 1983.
Mosteiro de Rila - Bulgária




A ilha da Boa Vista (Cabo Verde)

A ilha da Boa Vista (por vezes também designada por Boavista) foi descoberta em 1460 (apesar das dúvidas, a maioria dos historiadores atribui a descoberta a Diogo Gomes e António da Nola), depois das ilhas de Maio, Santiago e Fogo, sendo inicialmente chamada de S. Cristóvão (li algures que também foi chamada de ilha das Cabras!..). Com uma superfície de 622 quilómetros quadrados a ilha da Boa Vista é a terceira maior ilha de Cabo Verde (as primeiras são Santiago e Santo Antão), sendo a que está mais próxima do continente africano (a cerca de 455 quilómetros), daí que o seu clima (e paisagem) seja fortemente influenciado pelos ventos quentes e secos do Sahara. A sua população total ronda os 5 500 habitantes, residindo cerca de metade na Vila de Sal Rei, a principal povoação da ilha. Tem cerca de 31 quilómetros de norte para sul e 29 quilómetros de leste para oeste . O seu ponto mais elevado é o Pico d'Estância com 390 metros. A ilha tem cerca de 50 quilómetros de belas, extensas e solitárias praias de areia branca, banhadas por um mar de cristalino azul-turquesa.
NOTA: O texto acima e a maior parte das fotografias apresentadas são de 2009. Como voltei a visitar a ilha da Boa Vista em 2014, não alterei o texto e acrescentei algumas fotos, devidamente assinaladas, ao conjunto inicial, reformulando parte das legendas.
A Ilha da Boa Vista (Cabo Verde)