Jardim da Paz - Quinta dos Loridos (Bombarral)

Ocupando cerca de 35 hectares, dentro dos 90 hectares da Quinta dos Loridos, o Jardim da Paz ou Buddha Eden Garden, vulgarmente conhecido como a Quinta dos Loridos, foi idealizado por Joe Berardo em resposta à destruição que ocorreu em 2001 dos Budhas de Bamiyan, no Afeganistão, pelos talibans.

Com um grande lago central, centenas de estátuas em mármore e granito e cerca de 700 soldados em terracota, este jardim é um espaço de paz e tranquilidade (salvo quando o número de visitantes é muito grande...), convidando a relaxar na relva, percorrer diversos caminhos entre luxuriante vegetação e ir vendo as estátuas e a paisagem envolvente... um espaço para se visitar sem pressa!

Quinta dos Loridos - Bombarral

Jardim do Paço Episcopal - Castelo Branco

Classificado desde 1910 como Monumento Nacional, foi no séc. XVIII, por iniciativa de D. João de Mendonça (1711 - 1736), Bispo da Guarda, sob evocação de S. João Batista, ciado em Castelo Branco um jardim anexo ao então paço (era aqui a residência de inverno do Bispo da Guarda). Esta obra, que hoje é conhecida como Jardim do Paço Episcopal (ou de S. João Baptista), foi em 1782 completada por D. Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco.
Este jardim, cuja visita se recomenda vivamente, revela-se como um dos mais originais exemplares do barroco em Portugal com destaque para a estatuária de granito.
O jardim, que se desenvolve em vários níveis, tem forma rectangular, cinco lagos, onde estão montados jogos de água, balcões, escadarias e varandas com guardas de ferro e balaústres de cantaria...
Em três distintos escadórios encontramos a Escadaria dos Reis (aqui estão reprentados todos os reis de Portugal até D. José I, sendo de destacar que quer os Filipes, quer o Cardeal D. Henrique, pelas suas simpatias castelhanas, foram esculpidos em menores dimensões!), a Escadaria dos Apóstolos e a Escadaria dos Doutores da Igreja. Por entre os canteiros de buxo, muito bem delineados e tratados, erguem-se outras simbólicas estátuas de que se destacam as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade), as Virtudes Cardinais (Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), os Signos de Zodíaco, as Estações do Ano, as Partes do Mundo, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso) e outras alegorias.
Impossível mostrar tudo, só estátuas, não as contei nem encontrei indicação do seu número exacto (algumas terão mesmo sido em tempos furtadas!...), serão mais de 200!... e por muito bem que se fotografe, o que não é o caso, "ao vivo" é outra coisa! Visitem!
Nota: embora a maior parte das fotos seja muito recente, mostro algumas com mais de 4 anos, daí que os "fundos" das mesmas sejam por vezes diferentes.

Jardim do Paço Episcopal - Castelo Branco

Os poetas no Parque dos Poetas em Oeiras

Da Wikipédia copiei o texto seguinte:

"O Parque dos Poetas é um projecto da Câmara Municipal de Oeiras que pretende homenagear a cultura portuguesa.
Foi inaugurado em Junho de 2003, proporcionando um espaço de lazer, de cultura e de desporto, procurando cruzar a poesia e a arte dos jardins.
Tem jardins, alamedas, parque infantil, fontes, parque de merendas, anfiteatro ao ar livre, entre outras possibilidades a descobrir.
Estão representados na primeira fase os seguintes poetas: Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Jorge Sena, Shofia de Mello Breyner Andersen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, António Gedeão e Ruy Belo.
"

Foi com muito agrado que percorri todo o Parque e tirei as fotos que mostro, mas o inexplicável aconteceu: não encontrei as estátuas dos poetas António Gedeão e Ruy Belo... (as fotos que mostro das estátuas destes dois poetas foram copiadas da galeria de José Zeferino - http://www.pbase.com/zef/portuguese_poets_park )

Oeiras - Parque dos Poetas

Uma tarde em Damão (Índia)

A viagem de comboio de Mumbai para Vapi, a estação de caminhos de ferro mais próxima de Damão, durou cerca de 4 horas, num compartimento repleto de gente curiosa, faladora e simpática. De Vapi a Damão são cerca de 13 quilómetros que percorri de taxi com mais 5 ou 6 pessoas!...
Damão é por certo o menos falado dos territórios que até 1961 fizeram parte do chamado Estado Português da Índia. O primeiro contacto dos portugueses com Damão ocorreu em 1523, mas só em 1559 a zona de Damão Grande (Moti Daman, na margem esquerda do rio) veio a ser definitivamente cedida aos portugueses pelo rei de Cambaia. Damão Pequeno (Nani Daman, na margem direita) só foi ocupada em 1614. De Damão faziam parte também os enclaves de Dádra e Nagar-Aveli que passaram para o controle da Índia em 1954.
Ainda hoje Damão é um enclave no Estado de Gujarat com 72 quilómetros quadrados e com pouco mais de cem mil habitantes. Apesar do seu tamanho - uma pinta no mapa da Índia! - tem desde 1987 a sua Assembleia e leis próprias (pertence, juntamente com Diu, ao Território da União Indiana Daman and Diu), uma delas, quase uma ofensa para o estado onde está encravado, é a que permite o fabrico e consumo de bebidas alcoólicas.
Situado na foz do Daman Ganga (o Ganges de Damão! conhecido também por Sandalcalo) Damão é dividido pelo rio: na margem norte, Damão Pequeno (Nani Daman), onde vive a maior parte da população, se desenvolve a quase totalidade da actividade económica do território e onde se destaca a fortaleza de S. Jerónimo e o bulício da cidade; na margem sul, Damão Grande (Moti Daman), muito tranquila, o destaque vai para a imponente fortaleza de S. Filipe (foi uma das nomeadas para as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo) e para a igreja do Bom Jesus.

Uma tarde em Damão

Passeio até Piódão (Arganil)

Pouco passaria das 8 horas da manhã quando se iniciou a viagem de um dia a Piódão. O tempo estava quente e seco! Pelo caminho duas paragens: a primeira no miradouro Varandas de Avô (daqui se vê a bonita vila de Avô, banhada pelo Rio Alva e pela ribeira de Pomares que aqui desagua; a Vila de Avô é considerada como uma das mais bonitas Vilas de Portugal... mas a visita ficará para outra altura, para já só as vistas do miradouro!) e a segunda, também a correr, no Santuário de Nossa Senhora das Preces (localizado no lugar de Vale de Maceira, Aldeia das Dez, Oliveira do Hospital, encontramos entre os 650m e os 750m de altitude uma imponente e verdejante arborização constituída por variadas espécies exóticas e algumas árvores da região e um conjunto de lagos em granito; no cimo a capela "principal", o coreto, o lago do repuxo, o chafariz monumental, a gruta do Presépio, mais de uma dezenas de pequenas capelas, a maior parte delas relacionadas com a Paixão de Cristo, um albergue para os peregrinos...).
A viagem (com as paragens e com as curvas, subidas, descidas, contra curvas...) torna-se longa... Piódão foi alcançado já ao início da tarde...
Que dizer acerca de Piódão?
A aldeia situa-se na encosta da Serra do Açor, terá cerca de 200 moradores permanentes e os seus habitantes dedicam-se principalmente à agricultura, criação de gado e apicultura. É uma das aldeias históricas de Portugal e está classificada como Imóvel de Interesse Público.
Toda construída em xisto (há algumas excepções mas que a pouco e pouco serão modificadas), forma uma mancha uniforme interrompida pelo azul forte das janelas e das portas de algumas das casas (conta-se que o uso desta cor "dissonante" se deve ao facto ser esta a cor da tinta disponível na única loja da aldeia e, dado o seu isolamento, não ser fácil as pessoas deslocarem-se a outro local). Piódão surge na curva da estrada, como um pequeno presépio que se desenvolve na montanha a partir do vale.
Face à sua localização, escondida no fundo da serra, e à dificuldade de acesso, Piodão foi, em tempos que já lá vão, abrigo ideal para foragidos da Justiça, pensando-se que aqui se terá escondido um dos assassinos de D. Inês de Castro.

NOTA: a maioria das fotos que mostro são muito recentes, havendo no entanto algumas com cerca de 4 anos (é fácil distingui-las: nas mais recentes o verde da serra predomina e as cores da igreja são mais vivas; as mais antigas foram tiradas quando por lá ocorreu um violento incêndio florestal...)

Um passeio até Piodão (Arganil)

XIII Encontro de estátuas vivas - Espinho

No passado dia 21 de Junho de 2009 realizou-se em Espinho mais um Encontro de Estátuas Vivas. Este foi o 13º Encontro! É o mais antigo da Europa e o segundo maior do velho continente (o maior é o de Anrhem - Holanda). Segundo li na imprensa participaram 45 pessoas que "mostraram" 32 estátuas!
Estes encontros são surpreendentes pelo número e "qualidade" das participações. Os "homens estátua", e também as "mulheres estátua", surpreendem-nos com as suas belas criações de grande rigor técnico.
As fotos que mostro dão uma pálida ideia do que era mostrado. E apesar de as estátuas serem estáticas (como qualquer estátua que se prese...) na realidade cada vez que cai uma moeda... a estátua mexe! (e isso não fica na foto!). Algumas das situações criadas eram hilariantes ou, pelo menos, inesperadas...
Na altura não tomei nota dos nomes das estátuas pelo que só algumas têm o nome indicado...

Estátuas vivas - Espinho

Festa das rosas - Vila Franca do Lima (Viana do Castelo) - II

O primeiro post que aqui publiquei foi para mostrar a Festa das Rosas em Vila Franca do Lima - ver aqui - e passados dois anos volto a publicar um segundo post acerca daquelas festas, mostrando agora, fundamentalmente, pormenores e grandes planos dos cestos de 2008 e 2009.

...e mais não digo! Não se esqueçam: a festa ocorre todos os anos no segundo domingo de Maio. Passem por lá que não se vão arrepender.

Vila Franca do Lima - 2008 e 2009

As grutas de Ajanta - Maharashtra (Índia)

Depois de uma viagem de comboio desde Mumbai (que há uns anos atrás se chamava Bombay ou Bombaim), chega-se a Aurangabad, a estação mais perto de Ajanta. Daqui até às grutas serão ainda mais ou menos duas horas de táxi.
As grutas de Ajanta (há também quem lhes chame cavernas), situam-se no estado de Maharashtra e foram declaradas Património Mundial da UNESCO em 1982.
As primeiras grutas foram iniciadas no séc. II AC (!) e as últimas no séc. VII da nossa era. São 29 grutas (mas também li que são 30...32 ?!?) esculpidas na rocha vulcânica por trabalhadores que, dispondo apenas de escopros e martelos rudimentares, cinzelaram a pouco e pouco a rocha, talharam colunas, abriram espaços, esculpiram magnificas estátuas... Nas paredes e tectos aplicaram gesso e criaram extraordinárias pinturas coloridas. A maioria destas pinturas têm mais de 1500 anos e esses artistas desconhecidos, dez séculos antes do renascimento europeu, deixaram-nos pinturas realistas e mostram-nos que já conheciam a perspectiva e a profundidade!
A religião budista foi a impulsionadora da "abertura" das grutas, sendo que cinco delas são chaityas ou templos e as restantes são viharas ou mosteiros (de referir que em alguns destes há camas esculpidas na pedra, com almofada, onde os monges podiam descansar!). No séc. XVII o Budismo começou a desaparecer e as grutas de Ajanta foram esquecidas!!! Depois de vários séculos totalmente esquecidas, foram redescobertas em 1819 por um oficial britânico, sendo desde então desenvolvidos esforços para a restauração e para a conservação das grutas, especialmente das pinturas.

Ajanta

As cores da Ilha do Sal (Cabo Verde)

Descoberta em 1460 por Diogo Gomes e António de Nola (não é unânime entre os historiadores que estes tenham sido os primeiros a chegar aqui...), começou por ser conhecida pelo nome de Plana ou Lana que veio a ser alterado para Ilha do Sal depois da descoberta de uma mina de sal em Pedra de Lume. Com 30 quilómetros de comprimento, 12 de largura e uma área de 216 quilómetros quadrados, a ilha é praticamente deserta. Tem quase 18 mil habitantes e é uma das mais pequenas ilhas de Cabo Verde. Durante vários anos a única actividade económica significativa foi a exploração das salinas, cujas exportações se mantiveram até meados da década de 80 do século passado.
Em 1939, por iniciativa italiana, foi construído um aeroporto internacional que passou a constituir um ponto de escala dos voos que rumavam à América do Sul. Este aeroporto, que depois da independência de Cabo Verde passou a designar-se por Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, é hoje o principal ponto de entrada no país.
Nos últimos 20...30 anos tem vindo a desenvolver-se um forte actividade turística...
O que mostro desta ilha são as fotos que tirei quando por aqui passei (estadia de cerca de 24 horas) a caminho da Ilha da Boa Vista.
A Ilha do Sal (Cabo Verde)

Campos de concentração de Auschwitz e Birkenau (Polónia)

Auschwitz-Birkenau é o símbolo do Holocausto! São campos de concentração no sul da Polónia (a cerca de 60 quilómetros de Cracóvia) cuja construção se iniciou em 1940. Nesta área houve três campos de concentração principais (Auschwitz "propriamente dito", que ficou conhecido como Auschwitz I, Birkenau ou Auschwitz II e Monowitz ou Auschwitz III) e 39 campos auxiliares! (Auschwitz e Birkenau, são versões em língua alemã para os nomes polacos de Oświęcim e Brzezinka).

Para ver a localização no mapa Google "clicar" em Auschwitz ou em Birkenau.

Auschwitz I era o centro administrativo. A partir do "aproveitamento" de instalações militares polacas, este campo foi aberto a 20 de Maio de 1940 com a chegada de 728 políticos polacos. Este campo abrigava entre 13 e 16 mil prisioneiros (em 1942 chegou a ter 20 mil!). Começaram por ser membros da resistência e intelectuais polacos, prisioneiros de guerra soviéticos, mas rapidamente começaram a chegar judeus, prisioneiros comuns alemães, elementos anti-sociais e homossexuais. Neste campo terão morrido perto de 70 mil intelectuais polacos e prisioneiros de guerra soviéticos.

Auschwitz II (Birkenau) é o campo de concentração que aparece nos filmes e que a maior parte das pessoas conhece como Auschwitz. Ali foram aprisionados centenas e centenas de milhares de judeus, estimando-se terem ali sido executados mais de um milhão de judeus e ciganos (as estastísticas ainda estão em discussão...). Localizado a cerca de 3 quilómetros de Auschwitz I a sua construção foi iniciada em 1941 como parte da Solução final (Endlösung der Judenfrage). Com 2,5 km de comprimento e 2 km de largura chegou a albergar cem mil prisioneiros! O campo estava dividido em secções e estas em campos. Todas estas divisões estavam cercadas de arame farpado e cercas electificadas. O objectivo do campo não era manter prisioneiros como força de trabalho (como acontecia em Auschwitz I e III), mas sim exterminá-los. Para tal o campo estava equipado com crematórios e câmaras de gás.

Auschwitz III (Monowitz) e os outros campos auxiliares estavam relacionados com a indústria alemã nas áreas militares e metalúrgica. Monowitz estava associado à empresa I G Farben que produzia combustíveis líquidos e borracha sintética.

Desde 2002 que Birkenau é considerado Património da Humanidade pela UNESCO.
Auschwitz e Birkenau (Polónia)

NOTA: Já após a publicação deste post chegou-me às mãos um artigo intitulado Auschwitz: Os factos e a lenda que gostaria que lessem.
A mim pôs-me a pensar...

Festa de S. Bartolomeu - Trajes de papel (Porto - Foz)

Todos os anos, no fim do mês de Agosto, realizam-se na Foz do Douro (Porto) os festejos em honra de S. Bartolomeu. Embora destes festejos façam parte diversas actividades (celebrações religiosas, feira de artesanato,...) neste post apenas vou mostrar o Cortejo dos Trajes de Papel. Este cortejo realiza-se na manhã do último domingo de Agosto, percorre diversas ruas da Foz e termina, invariavelmente, com todos os participantes a tomar um banho no mar (não serão todos... mas aparecem muitos(as) com coragem!) onde se desfazem os trajes...
Há notícias destes festejos anteriores a 1869, vindo dessa época o costume de romeiros ocorrem à Foz do Douro para tomarem o "banho santo".
Logo que acaba o cortejo de um ano, começa logo a pensar-se no cortejo do ano seguinte. Com o apoio da Junta de Freguesia (normalmente fornece o papel crepe usado na confecção dos trajes) as diversas colectividades (tem havido anos em que chegaram a participar perto de 20 diferentes colectividades) começam por definir o tema ou temas para o ano seguinte e iniciam a pesquisa para desenhar as "fatiotas". O corte e costura dos trajes desenvolve-se ao longo dos dois ou três meses anteriores ao cortejo. Trabalho amador que envolve muita gente, trazendo às colectividades onde o mesmo decorre algumas famílias completas (as mães e avós cortam e cosem, os pais ajudam e os filhos brincam), muito contribuindo para estreitar laços de amizade e manter a tradição.
No cortejo desfilam centenas de pessoas! Passam desde crianças pequenas ao colo de pais ou avós, até esses mesmos avós em grupos oriundos de lares de 3ª idade ou colectividades. A tradição vai-se assim transmitindo...
Os temas nos últimos anos têm sido muito variados, destacando: filmes portugueses e/ou estrangeiros, histórias infantis, profissões antigas, quadros históricos, cenas do quotidiano, banda desenhada, homenagens a algumas personalidades, etc.
As fotos que mostro são um "resumo" do que foram os cortejos nos últimos anos. São mostradas por anos e dentro de cada ano por grupos.
Se pretenderem ver ao vivo o cortejo passem pela Foz do Douro no último domingo de Agosto. Venham cedinho para verem desde o início ... geralmente acaba por volta das 13 horas.
Festa de S. Bartolomeu - Trajes de papel